Na média das 36 pesquisas das duas últimas semanas, Lula tinha 2,0 pontos de vantagem. O 1º turno terminou ao contrário: Flávio Bolsonaro 47,0% × Lula 45,2% dos votos válidos.
O erro não foi igual para os dois. Em relação ao resultado, a média das pesquisas ficou 5,2 pontos percentuais abaixo para Flávio Bolsonaro e 1,4 abaixo para Lula. Para comparar pesquisas com listas diferentes de candidatos, cada uma foi convertida na fatia dos votos válidos entre os nomes que ela listava.
A véspera já era apertada. Em 3/10, segundo o Bem Paraná, a Quaest dava Lula 46% × 45%; o Datafolha, 45% × 42%; a CNT/MDA, 47,8% × 42,1%; a PoderData/Aya, 45% × 43%; e o Palver dava Flávio 47% × 43%. São os percentuais que cada instituto divulgou.
Quem chegou mais perto
Só 4 institutos mostravam Flávio Bolsonaro à frente na média das suas pesquisas: Futura (+2,4), Palver (+1,3), Veritá (+1,3), Gerp (+0,7). A urna deu Flávio +1,9. Os outros 14 mostravam Lula na frente, por 1,0 a 7,4 pontos.
O que isto não diz
- Uma pesquisa é um retrato do dia em que foi feita. Voto tardio, abstenção e método de coleta podem explicar parte da diferença; os dados daqui não separam esses fatores.
- Em 2018 e em 2022, Bolsonaro também ficou acima da média das pesquisas (8,9 e 3,4 pontos). Um padrão repetido é uma pista para apurar, não uma explicação.
- Nada disso é previsão para o 2º turno.
Fontes e método: Resultado: TSE, votos por seção do 1º turno. Pesquisas: registro do TSE cruzado com as tabelas da Wikipédia em português; 36 pesquisas do 1º turno de 2026 feitas até 14 dias antes de 4/10. Contexto: Bem Paraná, últimas pesquisas antes do 1º turno. Análise do projeto Mapa do Voto, de Alexandre Maron.
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